80 escritoras para conhecer até o Dia Internacional da Mulher – Parte 01/08


O Dia Internacional da Mulher está chegando e, para relembrar a importância da data, montei uma série de oito postagens, uma por dia até o dia 08 de março. Cada uma das portagens vai trazer 10 escritoras que considero que devam ser conhecidas e lidas por todos. Apesar de ser um bom número (80!), não tem como falar de toda a imensidão de mulheres que escreveram e escrevem por aí afora, e muitas escritoras não vão aparecer por aqui. Mais do que isso, essa listagem acaba refletindo um pouco do meu gosto pessoal e conhecimento em relação a elas, então não fiquem chateados se sua escritora favorita não aparecer. Aliás, se sentir falta de alguém ao final da série de posts, deixe nos comentários. Vou adorar conhecer novas autoras 😀

Sobre a organização: Organizei as autoras que encontrei a partir do ano de nascimento, em primeiro lugar. Quando havia autoras nascidas no mesmo ano, segui dois critérios: se uma autora já era falecida e outra não, a falecida vinha primeiro. Se as duas autoras eras falecidas ou as duas eram vivas, usei a ordem alfabética.

Além disso, optei por deixar de fora escritoras de literatura “de massa”, por já serem bem mais conhecidas do que as outras. Não se ofendam, por favor <3

1. Mary Shelley (1797 – 1851)

Mary Wollstonecraft Shelley foi uma escritora britânica, extremamente famosa por sua obra Frankenstein: ou O Moderno Prometeu, mas estudos mais recentes tem buscado suas outras obras, que contam com contos, peças teatrais, biografias e literatura de viagem. Algumas de suas obras são os romances históricos Valperga (1823) e The Fortunes of Perkin Warbeck (1830), o romance apocalíptico The Last Man (1826), e os  romances Lodore (1835) e Falkner (1837).

Mary era filha do filósofo William Godwin, um dos primeiros proponentes modernos do anarquismo, e da filósofa e defensora dos direitos femininos Mary Wollstonecraft. Foi educada para ser uma pensadora e encorajada a aderir a teorias políticas liberais. Porém, de forma um pouco desafiadora, Mary acreditava que a cooperação e simpatia, especialmente a praticada pelas mulheres na família, eram maneiras de se reformar a sociedade civil. Isso ia um pouco na contramão do ideal romântico e individualista do marido, o poeta Percy Shelley, e de algumas teorias iluministas defendidas por seu pai.

Mary Shelley, defensora das liberdades das mulheres como sua mãe, ainda ajudou um casal de amigas, Isabel Rodrigues e Mary Diana Dods (que escrevia sob o pseudônimo de David Lindsay), a conseguir passaportes para que fossem para a França viver como homem e mulher.

[pb_blockquote component_description=”Citação de Frankenstein” author=”O monstro, em Frankenstein: ou O Moderno Prometeu (Mary Shelley)”]Durante muito tempo eu não pude conceber como o homem era capaz de matar o seu semelhante, ou mesmo porque havia leis e governos; mas quando eu tomei conhecimento do vício e dos derramamentos de sangue, meu espanto cessou e afastei-me enjoado e com asco.[/pb_blockquote]

2. Irmãs Brontë: Charlotte Brontë (1816 – 1855), Emily Brontë (1818 – 1848) e Anne Brontë (1820 – 1849)

Essa sou eu trapaceando na postagem para mostrar mais escritoras, risos. Brincadeiras à parte, o fato é que também é interessante falar das três irmãs coletivamente, além de falar delas individualmente.

As irmãs Brontë, como a maioria das escritoras mulheres da época fazia para ser aceita, também começaram suas carreiras utilizando pseudônimos masculinos. As inglesas Charlotte, Emily e Anne eram, respectivamente, Currer, Ellis e Acton Bell. Os primeiros poemas que escreveram e publicaram atraíram pouca atenção. Mas suas narrativas posteriores, publicadas inicialmente com os pseudônimos e depois com seus nomes verdadeiros, imediatamente chamaram atenção pela paixão e originalidade.

Charlotte e Anne trabalharam durante algum tempo como governantas. Emily, como professora. As três tinham o sonho de publicar seus textos e abrir uma escola, mas acabaram abrindo mão deste último devido à cegueira do pai (que era um pastor anglicano) e ao alcoolismo do irmão. A mãe e duas irmãs mais velhas, Maria e Elizabeth, morreram quando as três Brontë eram crianças. Maria e Elizabeth, aliás, morreram de tuberculose, contraída durante o período em que elas, além de Charlotte e Emily, passaram em um colégio interno. Todas as irmãs restantes (e o irmão) morreram, posteriormente, afligidos pela mesma doença.

Charlotte Brontë

Charlotte foi a primeira das irmãs a chamar a atenção com sua obra Jane Eyre, na qual traz alguns episódios biográficos misturados à ficção, como a experiência no colégio interno e o tipo de sofrimento vivido lá por ela e suas irmãs. Ela foi a última dos filhos de Patrick Brontë a falecer, e cuidou do pai idoso por muito tempo. Por esse motivo, mesmo quando era convidada pelo seu editor para ir a Londres para se encontrar com outros escritores e intelectuais da época, poucas vezes aceitava. Em primeiro lugar, pela cegueira do pai, em segundo, por não gostar muito de chamar a atenção. Entendia que, sendo uma escritora mulher, seria vista com olhos diferentes do que se fosse um escritor homem, e tentava se poupar da situação.

[pb_blockquote component_description=”Citação Charlotte” author=”Charlotte Brontë, no prefácio à segunda edição de Jane Eyre”]Convencionalismo não é moralidade. Farisaísmo não é religião. Atacar os primeiros não é agredir as últimas. Arrancar a máscara do rosto de um fariseu não é erguer mão ímpia contra a Coroa de Espinhos. Essas coisas e fatos são diametralmente opostos; tão distintos como o vício da virtude.[/pb_blockquote]

Emily Brontë

Era a mais reclusa e introvertida das irmãs, ao ponto de não ter conseguido se manter na atividade de professora na primeira vez que tentou devido à sua timidez. Posteriormente, consegue uma posição em uma escola, mas a timidez e o estresse do trabalho debilitaram sua saúde, e ela decidiu voltar para casa e se dedicar principalmente às tarefas domésticas e ao ensino da catequese.

Sua obra mais famosa foi O morro dos ventos uivantes e, assim como Charlotte fez em Jane Eyre, Emily também levou para seu livro alguns aspectos biográficos, como a personagem Nelly Dean, inspirada na empregada Thabitha, que ocupou em lugar maternal na vida das meninas durante a infância das mesmas.

Apesar da saúde frágil, Emily se recusava a tomar remédios. Além disso, acreditava que os problemas de saúde da família estavam relacionados às condições insalubres de sua casa e à água que recebiam, que viria contaminada pelo escoamento do cemitério da igreja.

[pb_blockquote component_description=”citação emily” author=”Catherine, em O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë)”]Muitas vezes provocamos os fantasmas e nos desafiamos mutuamente a andar e chamar os mortos por entre as sepulturas. Mas tu, Heathcliff, se te desafiar agora, ainda terás coragem de fazê-lo? Se tiveres, ficarei contigo. Não quero jazer ali sozinha. Podem enterrar-me a sete palmos de profundidade e fazer desabar a igreja sobre mim, mas não descansarei enquanto não estivermos juntos. Jamais![/pb_blockquote]

Anne Brontë

Anne é a mais jovem das irmãs Brontë, e também a que morreu mais cedo: tinha apenas 29 anos. Dos 19 aos 25 anos, Anne trabalhou como governanta, atividade da qual tirou inspiração para seu primeiro romance, Agnes Grey. Mas foi seu segundo e último livro, A moradora de Wildfell Hall, que alcançou maior sucesso. Considerado um dos primeiros romances feministas, a obra foi republicada após a morte da autora com diversos cortes. A epístola anterior ao primeiro capítulo desapareceu, bem como frases, parágrafos e quase capítulos inteiros. Vários dos restantes foram realocados para domesticar o texto. Porém, em 1992, a Oxford University Press publicou uma edição integral, considerando a primeira edição publicada em vida pela autora.

[pb_blockquote component_description=”citação Anne” author=”Anne Brontë, em prefácio à segunda edição de A Moradora de Wildfell Hall”]Todos os romances são, ou deveriam ser, escritos para que tanto homens quanto mulheres o leiam; e eu não saberia o que dizer ao tentar conceber como um homem se permitiria escrever algo que pudesse ser realmente ofensivo para uma mulher ou por que uma mulher devesse ser censurada por escrever algo que fosse próprio e adequado para um homem.[/pb_blockquote]

3. Mary Ann Evans a.k.a George Eliot (1819 – 1880)

Mary Ann Evans foi uma poeta e romancista autodidata britânica, que usava o pseudônimo de George Eliot para que seus trabalhos fossem aceitos e para fugir ao estereótipo de que mulheres só poderiam escrever romances leves.
Além disso, teve um relacionamento de mais de 20 anos com um homem casado, George Henry Lewes, motivo pelo qual preferia preservar sua vida íntima.
Suas obras enfocam o cotidiano de pessoas simples, bem como a angústia, o desespero e a busca por um sentido na vida. Sua principal obra, Middlemarch: um estudo da vida provinciana, foi muito elogiado pro Virgínia Woolf, que o classificou como “um dos poucos romances ingleses escritos para gente grande”.

[pb_blockquote component_description=”citação Eliot” author=”George Eliot, em Adam Bede (1859)”]Ninguém pode ser sábio de estômago vazio.[/pb_blockquote]

4. Maria Firmina dos Reis (1825 – 1917)

Maranhense, negra e “bastarda”, Maria Firmina é considerada a primeira romancista brasileira. Viveu boa parte da vida com uma tia mais endinheirada, o que fez com que pudesse frequentar a escola e se estabelecer como professora de primeiras letras.
Seu romance Ursula é considerado o primeiro romance abolicionista do Brasil e, apesar de narrado por uma protagonista branca, é a primeira vez na literatura brasileira em que a escravidão é observada a partir de um ponto de vista interno e, mais, pela perspectiva de uma afrodescendente.

Maria Firmina também se preocupava muito com a questão do acesso à educação e da igualdade entre os sexos. A partir disso, em 1880, fundou uma escola gratuita e mista, para meninos e meninas. Isso causou escândalo no povoado em que vivia e, infelizmente, a escola teve de ser fechada depois de pouco tempo de funcionamento.

[pb_blockquote component_description=”citação Firmina” author=”Maria Firmina dos Reis, no poema Minha Terra”]Exalta teus filhos fervente entusiasmo
E quebram num dia sangrento grilhão!
Contempla a Europa tal feito – com pasmo…
E bradas: sou livre! com grata efusão.[/pb_blockquote]

5. Emily Dickinson (1830 – 1886)

Emily Elizabeth Dickinson foi uma poeta americana, comumente denominada como “A grande reclusa”, por sua introspecção. Veio de uma família bastante abastada, o que fez com que pudesse receber uma ótima educação. Chegou a frequentar um seminário durante um tempo, mas abandonou-o quando se recusou publicamente a declarar sua fé.

Durante sua vida, Emily publicou apenas cerca de 10 poemas, muitos anonimamente. Após sua morte, a família encontrou 1750 poemas, além de correspondências. Em sua poesia, desprezou as fórmulas e padrões, criando uma poética toda nova, partindo de elementos do cotidiano e indo, muitas vezes, em direção ao surreal e ao metafísico.

[pb_blockquote component_description=”citação emily” author=”Emily Dickinson, poema Beleza e Verdade”]Morri pela beleza, mas apenas estava
Acomodada em meu túmulo,
Alguém que morrera pela verdade,
Era depositado no carneiro próximo.
Perguntou-me baixinho o que me matara.
– A beleza, respondi.
– A mim, a verdade, – é a mesma coisa,
Somos irmãos.
E assim, como parentes que uma noite se encontram,
Conversamos de jazigo a jazigo
Até que o musgo alcançou os nossos lábios
E cobriu os nossos nomes.[/pb_blockquote]

6. Kate Chopin (1850 – 1904)

Kate Chopin, nascida Katherine O’Flaherty, foi uma contista e romancista estadunidense. Iniciou sua carreira literária escrevendo histórias infantis e adultas para revistas, mas seus trabalhos muitas vezes levantavam controvérsias pelo caráter de certas personagens, condenadas pela crítica como imorais.

Entre seus contos mais famosos são O bebê de Desireé, que trata sobre miscigenação e preconceito, e A história de uma hora, sobre um casamento frustrado. Seu romance mais famoso é The Awakening.

Da lista de escritoras de hoje, Kate Chopin está certamente entra as minhas favoritas, junto com a Virginia Woolf. Gosto muito da forma como ela escreve, o modo como desenvolve a tensão dramática em seus contos e como ela os termina. Eu não conseguiria criar uma lista de autoras favoritas (e autores, de modo geral) sem citá-la.

[pb_blockquote component_description=”citação Chopin” author=”Kate Chopin, em O bebê de Desirée”]Numa tarde quente, sentava-se na sala, vestida num pegnoir, e brincava indiferente com as tranças do longo e sedoso cabelo castanho, que lhe caía sobre os ombros. O bebê, seminu, ressonava sobre a cama de mogno, que era assim feito um trono suntuoso com seu meio-dossel todo acetinado. Um dos mulatinhos de La Blanche, também seminu, abanava o menino vagarosamente com um leque de penas de pavão. Os olhos de Désirée se fixaram tristes, ausentes, no bebê, enquanto esforçava-se por penetrar na névoa ameaçadora que sentia se aproximar. Olhava inúmeras vezes do filho para o menino que o abanava, de pé, ao lado. “Ah!”, foi um grito que, ainda não podendo conter, não teve a consciência de que o havia articulado. […]
Ela permaneceu inamovível, de olhar cravado na criança, enquanto seu rosto era a pintura do temor. Logo o marido entrou na sala e, sem notá-la, seguiu a uma mesa onde começou a revirar alguns papéis espalhados.
“Armand”, chamou numa voz que deveria tê-lo apunhalado se fosse humano. Mas ele não fez caso. “Armand”, disse novamente. Então, ela se ergueu e trotou até lá. “Armand”, arquejou mais uma vez, agarrando-lhe o braço. “Olhe para nosso filho. O que ele significa para ti? Fala.”
Friamente, apesar de cortês, afrouxou os dedos dela e afastou-lhe a mão. “Diga-me o que ele significa para ti!”, gritou, desesperadamente.
“A criança”, respondeu ele, leve, “não é branca; isso quer dizer que tu não és branca.”[/pb_blockquote]

7. Selma Lagerlöf (1858 – 1940)

Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf foi uma escritora sueca e a primeira mulher a ganhar o Nobel de Literatura, em 1909, na décima edição do prêmio. Sua premiação teria sido devida ao “idealismo sublime, imaginação vívida e percepção espiritual que caracterizam seus escritos”. Por conta de um problema genético, deixou de andar aos 3 anos de idade, passando boa parte da infância dentro de casa, ouvindo histórias de sua babá. Certo verão, foi convidada para um passeio num navio pela esposa do capitão, que conhecera numa viagem com a família. Nessa ocasião, Selma viu uma ave-do-paraíso e, por ser uma criança de grande imaginação, acreditou que pudesse realizar milagres. O interessante é que, apesar de ter continuado mancando de uma das pernas, ela realmente voltou a andar.

Selma começou a publicar por ter o desejo secreto de conseguir dinheiro para reaver a propriedade da família, perdida por conta da doença do pai e dívidas do irmão. Devido a esse desejo,participou de um concurso literário, ganhando o prêmio em dinheiro. Na sequência, publica seu primeiro romance. Depois dele, publicou diversos outros livros em vários gêneros, e – que alegria! – conseguiu reaver a propriedade da família! 😀

Sua obra é povoada por gnomos, duendes e fantasmas. Ela retomou o universo dos contos, lendas e relatos populares, tornando-se um clássico da literatura sueca.

[pb_blockquote component_description=”citação Selma” author=”Selma Lagerlöf”]A cultura é tudo o que resta depois de se ter esquecido tudo o que se aprendeu.[/pb_blockquote]

8. Gertrude Stein (1874 – 1946)

Gertrude Stein foi uma escritora, poeta e feminista estadunidense, amiga de personalidades como Pablo Picasso, Matisse, Ezra Pound, Ernest Hemingway e James Joyce. Sua obra principal foi Autobiografia de Alice B. Toklas, que, apesar de se chamar AUTObiografia, foi escrito por Gertrude, tendo como protagonista Alice, sua companheira durante vinte e cinco anos. Essa narrativa revelava como era a relação entre os diversos jovens artistas (pintores, escritores, etc.) vindos de diversas partes do mundo para Paris, onde buscavam novas inspirações estéticas.

Sua estética era bastante influenciada pela técnica da escrita automática, aproximando-se por vezes do dadaísmo ou surrealismo

[pb_blockquote component_description=”citação gertrude” author=”Gertrude Stein”]As pessoas que acreditam na inteligência, no progresso e no entendimento são as que tiveram uma infância infeliz.[/pb_blockquote]

9. Virginia Woolf (1882 – 1941)

Uma das mais importantes figuras do modernismo, a londrina Adelina Virginia Woolf era membro do Grupo de Bloomsbury, tendo grande importância no cenário literário londrino no período entre guerras. Sua obra reúne principalmente romances e ensaios, muitos deles voltados para a condição da mulher e, especialmente, da mulher escritora. Entra nessa categoria o livro-ensaio Um teto todo seu, onde Woolf fala da necessidade da independência econômica da mulher que deseja ser escritora.

Dentre suas obras ficcionais, as mais famosas são Mrs. Dalloway, Ao Farol e Orlando, este último produzido por inspiração de sua amante, Vita Sackville-West.

Teve crises de depressão durante a adolescência, que voltaram na época da Segunda Guerra Mundial devido à destruição de sua casa em Londres e à má recepção da biografia de Roger Fry, escrita por ela. Em um momento de crise mais intensa, suicidou, enchendo os bolsos de seu casaco de pedras e entrando em um rio perto de sua casa. Por causa das pedras, seu corpo só foi encontrado três semanas depois, por crianças da região.

[pb_blockquote component_description=”citação vw” author=”Bilhete deixado por Virginia Woolf a seu marido na ocasião de seu suicídio”]Querido,
Tenho certeza de que enlouquecerei novamente. Sinto que não podemos passar por outro daqueles tempos terríveis. E, desta vez, não vou me recuperar. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Por isso estou fazendo o que me parece ser a melhor coisa a fazer. Você tem me dado a maior felicidade possível. Você tem sido, em todos os aspectos, tudo o que alguém poderia ser. Não acho que duas pessoas poderiam ter sido mais felizes, até a chegada dessa terrível doença. Não consigo mais lutar. Sei que estou estragando a sua vida, que sem mim você poderia trabalhar. E você vai, eu sei. Veja que nem sequer consigo escrever isso apropriadamente. Não consigo ler. O que quero dizer é que devo toda a felicidade da minha vida a você. Você tem sido inteiramente paciente comigo e incrivelmente bom. Quero dizer que – todo mundo sabe disso. Se alguém pudesse me salvar teria sido você. Tudo se foi para mim, menos a certeza da sua bondade. Não posso continuar a estragar a sua vida. Não creio que duas pessoas poderiam ter sido mais felizes do que nós.
V.[/pb_blockquote]

10. Marianne Moore (1887 – 1972)

Marianne foi uma escritora e poeta estadunidense, considerada uma “poeta para poetas” devido à complexidade de seus trabalhos, que os tornava de difícil acesso para leitores comuns. Era admirada por poetas como T.S. Eliot e Ezra Pound, com quem mantinha frequente correspondência.

Seu primeiro livro foi publicado pela poeta H.D. (Hilda Doolittle) sem sua permissão. Porém, foi a partir desse evento que Marianne tomou coragem de divulgar seus trabalhos, influenciando diversos outros poetas.

Apesar de discreta, Marianne era conhecida por seu gosto por esportes e sua maneira não convencional de se vestir.

[pb_blockquote component_description=”citação mari” author=”Marianne Moore, trecho de Poetry”]nor is it valid
to discriminate against “business documents and
school-books; all these phenomena are important. One must make a distinction
however: when dragged into prominence by half poets, the result is not poetry,[/pb_blockquote]

E essas foram as dez primeiras autoras da nossa mega lista! \o/ As outras postagens serão feitas uma por dia até dia 08 de março. Depois que todas estiverem aqui no site, Vou colocar uma lista aqui embaixo com o link de todas elas para facilitar o acesso.

Espero que tenham gostado da primeira lista e que gostem das que virão! 😀

E, para facilitar, todas as postagens:

2ª parte

3ª parte 

4ª parte 

5ª parte 

6ª parte (em breve)

7ª parte (em breve)

8ª parte (em breve)

Thays Pretti

Escreve crônicas para O Diário do Norte do Paraná desde 2015, mas já escreve em blogs desde a adolescência. Tem contos em algumas antologias e um livro na Amazon, "Efêmeras". Gosta mais de escrever do que de paçoca. E olha que gosta de paçoca, hein?

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Quem escreve

Thays Pretti

Thays Pretti

Mestre em Estudos Literários pela Universidade Estadual de Maringá, escrevo desde que me entendo por gente. Gosto de literatura escrita por mulheres, e também de literatura com pegada social ou existencialista. Gosto mais de livros de ficção do que de teoria, e prefiro a poesia ao pó.

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