sejam bem-vindos

Sejam bem-vindos ao canal!


Olá, pessoal! Sejam bem-vindos! Esse é o primeiro vídeo de apresentação do canal, voltado especialmente para pessoas que não me conhecem e não sabem do que eu falo nesse espaço. É curtinho e voltado aó para explicar o foco do canal. Eu vou começar a postar os vídeos aqui, como uma forma de reuni-los em

Tubos de tinta esmagados anti-pós-verdade

Crônica: O movimento da anti-pós-verdade


Quero começar um movimento, e vai ser assim: movimento da anti-pós-verdade. O manifesto vai ser curto – quando a gente se alonga muito corre mais risco de falsear. Dizer pouco para dizer certeiro. A pós-verdade é flébil. Se sustenta do disse que disse, no ‘eu acho que’, ‘vi no facebook’, ‘recebi no whatsapp’. Não se

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Do horrível que somos nós


De repente, parece que o mundo deu errado ou está andando para trás – e nem tem a ver com o eclipse solar desses dias ou todas as teorias apocalípticas em torno dele. A coisa é muito menos mística, mais de carne e osso. Mais reveladora do horrível que somos nós. Uma professora foi espancada

cadernos de escritor; writer's notebook; caderninhos; moleskine

A Alma da crônica


Até há pouco tempo, eu diria que nunca pensei muito a respeito do que é uma crônica até ter que escrever uma. Mas, na verdade, antes disso eu já achava que nunca tinha pensado sobre o que é uma crônica até ter que estudar sobre crônicas na faculdade. Hoje, sou tentada a achar que nunca

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Crônica: Angústia


Até ter uns 18 anos, eu nunca tinha visto um morto. O pai do meu pai morreu, eu não o vi. A mãe do meu pai morreu, eu também não a vi. Ficava sempre na casa de alguém, enquanto meus pais iam. Era um tipo de passeio que, desde pequena, nunca fiz questão de fazer:

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Crônica: Relligare


“Onde está escrito isso?”, eu perguntava, perscrutando o livro infantil que minha mãe lia em voz alta para mim. Como podia haver tantas histórias e aventuras morando naqueles rabisquinhos no papel? Eu não sabia. Mas o certo era que os livros já faziam parte da minha vida antes mesmo que eu soubesse ler. Objetos, animais

História da Carochinha


Era uma vez, numa mata não tão distante, uma comunidade de aves diversas. Aves. Passarinhos não, pois algumas aves se ofendiam em serem chamadas de passarinho. Então, para evitar desconfortos, ninguém chamava ninguém de passarinho. Aves, nesse quesito, são como humanos: se respeitam muito. A não ser entredentes. A não ser entre os íntimos. A

Crônica: Análise


Comentei com minha analista que, depois de um bloqueio meio longo para narrativa, estava escrevendo uns contos. Aliás, estou. O assunto veio no meio de uma conversa sobre sonhos, realização, e também sobre aquela sensação de incapacidade que de vez em quando bate no meio do dia e te joga contra a parede sem qualquer

Crônica: Amor real


Essa é a história de um amor real. Não se desaponte, porém, por não ser um amor como os que a gente vê no cinema e na TV. Esse é um tipo de amor diferente, o tipo que só se pode sentir pelas criaturas delicadas. Por aquelas que não sabem de si. Aquelas que não

Crônica: Zé Fini


Meu pai costumava usar essa expressão todo o tempo. Ainda deve usar, acredito, mas nossa convivência já não é tão frequente como na infância, motivo de eu não a ouvir mais. Acabava o filme, Zé Fini, acabava o doce, Zé Fini, acabava (insira aqui qualquer outra coisa passível de acabar) e Zé Fini. Quando era

Quem escreve

Thays Pretti

Thays Pretti

Mestre em Estudos Literários pela Universidade Estadual de Maringá, escrevo desde que me entendo por gente. Gosto de literatura escrita por mulheres, e também de literatura com pegada social ou existencialista. Gosto mais de livros de ficção do que de teoria, e prefiro a poesia ao pó.

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